MÉTODO WATSU COMO RECURSO COMPLEMENTAR NO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE UMA CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL TETRAPARÉTICA ESPÁSTICA: estudo de caso

Fernando Henrique Honda Pastrello, Diogo Costa Garcão, Karina Pereira

Abstract


OBJETIVO: Investigar a eficácia do método Watsu como recurso complementar no tratamento fisioterapêutico de uma criança com a paralisia cerebral tetraparética espástica. MATERIAL E MÉTODOS: Participou uma criança do sexo masculino com idade de 4 anos e 4 meses, diagnóstico de paralisia cerebral tetraparética espástica e nível V no Gross Motor Function Classification System. Para avaliar a função motora, utilizou-se as Dimensões A (postura supino e prono) e B (postura sentada) da escala Gross Motor Function Measure. A criança foi avaliada três vezes, sendo a primeira no início do estudo, a segunda após o tratamento em solo e a terceira ao término da aplicação do método Watsu associado à terapia em solo. Foram conduzidos dois tratamentos, sendo o primeiro realizado em 16 sessões, duas sessões por semana, de fisioterapia em solo (Etapa I) e o segundo, em 24 sessões, com 3 sessões semanais, sendo uma terapia em solo e duas aquáticas (Etapa II). Os dados foram analisados através do teste Qui-Quadrado (Pd”0,05). RESULTADOS: Em ambas as Dimensões, constatou-se que não houve mudança de desempenho durante a Etapa I, permanecendo o participante com itens similares na primeira e segunda avaliação. Na terceira avaliação, observou-se aumento estatisticamente significativo em relação aos desempenhos das avaliações I e II para a Dimensão A, e apesar do aumento do desempenho da Dimensão B na avaliação III, não se verificou diferença significativa quando comparada à outra avaliação. CONCLUSÃO: O Método Watsu foi capaz de auxiliar na reabilitação motora de uma criança com paralisia cerebral tetraparética espástica.

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