CORRELAÇÕES ENTRE MOBILIDADE E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO-INSTITUCIONALIZADOS

Patrícia Greve, Adriana Gonçalves Guerra, Mirna Azevedo Portela, Michelle Sales Portes, José Rubens Rebelatto

Abstract


Alterações na independência funcional e na mobilidade são problemas que afetam parte importante dos idosos, gerando limitações na execução das atividades de vida diária e reduzindo sua qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo comparar e correlacionar a mobilidade e a independência funcional de idosos institucionalizados e não-institucionalizados. Participaram 35 idosos com idade média de 70 (+7,2) anos, sendo 18 residentes na comunidade (88% do sexo feminino e 11,9% do masculino) e 17 residentes em instituição (82,4% do sexo masculino e 17,6% do feminino). Foram utilizados o Teste Timed Up and Go (TUG) para a avaliação da mobilidade e a Medida de Independência Funcional (MIF) para avaliar a capacidade funcional. A análise estatística de variância foi feita por meio dos testes Mann-Whitney, Wilcoxson e T-Student e foi utilizada a Correlação de Pearson para correlacionar as variáveis em estudo. Foram observadas diferenças significativas entre os grupos nos itens autocuidado, transferências e locomoção, e também no tempo de realização do TUG. Foi encontrada correlação diretamente proporcional entre a MIF motora e a MIF cognitiva e correlação relativa inversamente proporcional entre a MIF Motora e o TUG (p=0,003). A independência funcional dos idosos institucionalizados participantes é menor que dos idosos nãoinstitucionalizados e é possível inferir que alterações da cognição podem estar relacionadas às alterações na execução das atividades que determinam a capacidade funcional.

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