ENFAIXAMENTO EM 8 COMO RECURSO FISIOTERAPÊUTICO PARA O RECRUTAMENTO MUSCULAR DOS DORSIFLEXORES DURANTE A MARCHA

Camila Torriani, Sandra Souza Queiroz, Fabio Navarro Cyrillo, Renata Roxo, Roberta Zancani, Renata Macari

Abstract


O retorno à marcha independente é uma das queixas mais freqüentes em pacientes neurológicos, sendo que a dificuldade em realizar dorsiflexão é também sintomaticamente mais freqüente. O enfaixamento em oito é uma opção terapêutica de baixo custo e de fácil aplicabilidade, sendo muitas vezes utilizado como recurso na fisioterapia. O objetivo deste estudo é verificar os efeitos do uso do enfaixamento em oito na dorsiflexão em pacientes neurológicos durante a marcha. Para a realização deste trabalho, foi utilizada passarela com 10 m de comprimento e cronômetro. Foi solicitada a realização de marcha confortável e acelerada, cronometrando-se o tempo. Em seguida, foi realizada a avaliação eletromiográfica do músculo tibial anterior durante 1 minuto em esteira ergométrica em uma velocidade de 0,5 km/h. Foi realizada posteriormente a avaliação dos mesmos parâmetros iniciais (velocidade e atividade eletromiográfica) com o uso do enfaixamento, comparando-se os resultados por meio dos testes de Anderson-Darling, Levene, Student-T Pareado e Igualdade de Duas proporções, com nível de significância de 0,10 (10%). Foram obtidos como resultados que o uso do enfaixamento em oito promoveu aumento estatisticamente significante da velocidade de marcha confortável (p=0,077) e acelerada (p=0,021) em pacientes com dificuldade de dorsiflexão. Embora a atividade eletromiográfica do músculo tibial anterior tenha sido maior com o uso do enfaixamento em oito (75,10mV) do que sem o recurso (72,49mV), não houve diferença estatisticamente significante (p= 0,676). Os achados deste estudo permitem que seja estabelecida uma linha de pesquisa sobre o assunto, selecionando uma amostra maior e mais homogênea para garantir validade interna e externa aos dados.

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