CONFIABILIDADE INTERAVALIADORES DA AVALIAÇÃO GONIOMÉTRICA EM VESTIBULOPATAS COM QUEIXA DE TONTURA

Wellington Valeriano dos Santos, Patricia de Andrade, Graziela Aparecida Bueno de Souza, Natalia Aquaroni Ricci, Juliana Maria Gazzola, Fernando Freitas Ganança, Mônica Rodrigues Perracini

Abstract


O presente estudo tem como objetivo verificar a confiabilidade interavaliadores quanto à avaliação goniométrica das amplitudes de movimento passivas e ativas da coluna cervical (flexão, extensão, inclinação e rotação) e das articulações do tornozelo (dorsiflexão e plantiflexão) e quadril (flexão e extensão) de vestibulopatas com queixa de tontura em acompanhamento ambulatorial. Trata-se de um estudo analítico descritivo de corte transversal. Os pacientes tinham realizado previamente exame otoneurológico e foram avaliados quanto à mensuração da amplitude de movimento articular ativa e passiva, por meio do goniômetro universal, realizada por dois avaliadores independentes, em um mesmo dia, para se proceder ao estudo de confiabilidade das medidas. A amostra foi constituída por 42 pacientes, a maioria feminina (71,4%), com média etária de 62,5 anos, sendo a idade mínima de 40 anos e máxima de 80 anos. O diagnóstico sindrômico mais freqüente ao exame vestibular foi a síndrome vestibular periférica deficitária unilateral (28,6%) e a doença mais prevalente foi a labirintopatia metabólica (52,4%). Quanto à confiabilidade interavaliadores, as medidas ativas da flexão e extensão cervicais apresentaram confiabilidade pobre (valores <0,40), assim como as medidas passivas cervicais de flexão, extensão e rotação à esquerda. As demais medidas passivas e ativas da amplitude de movimento apresentaram boa confiabilidade interavaliadores (valores entre 0,75-0,40). Concluiu-se que a avaliação goniométrica padronizada é confiável para avaliar a restrição de movimento articular em pacientes vestibulopatas.

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