ÍNDICE FUNCIONAL DE OSWESTRY APÓS CIRURGIA PARA DESCOMPRESSÃO DE RAÍZES NERVOSAS

Maria Rita Masselli, Cristinai Elena Prado Teles Fregones, Claudia Regina Sgobbi de Faria, Manoel Ivanildo Silvestre Bezerra, Daniela Junges, Tatiana Harumi Nishioka

Abstract


Lombalgia com dor irradiada e sinais neurológicos é uma condição extremamente desafiadora para tratar. O tratamento, a princípio, é conservador e envolve repouso, medicamentos e fisioterapia. Se o tratamento conservador falhar, é improvável que ocorra resolução espontânea da crise e então a intervenção cirúrgica deve ser considerada. O objetivo do presente trabalho foi analisar a evolução de pacientes que se submeteram à cirurgia para correção de hérnia de disco e estenose foraminal no segmento lombar. Os pacientes foram avaliados por meio do questionário de Oswestry para lombar, da escala visual analógica de dor, dos reflexos patelar e aquileu e do flexímetro utilizado para mensuração da mobilidade da coluna. As avaliações foram realizadas um, dois, três, seis e doze meses após a cirurgia e as medianas dos índices de Oswestry foram de 44%, 24%, 14%, 16% e 10%, respectivamente. Os resultados nos mostram que as evoluções dos pacientes não podem ser consideradas satisfatórias, pois a evolução é lenta e os pacientes, ao final de um ano, apresentam disfunção e dor residual. Porém, é importante salientar que a intervenção cirúrgica é realizada principalmente para aliviar a incapacitante dor ciática, porém a deficiência mecânica decorrente da patologia discal permanece.

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