NÍVEIS DE PERCEPÇÃO DE ESFORÇO E DE DOR EM DUAS ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Fernanda Pereira dos Santos Silva, Luciana Di Thommazo, Isabel Aparecida Porcatti Walsh, Michele Elisabete Rubio Alem, Helenice Jane Cote Gil Coury

Abstract


O downsizing e a reengenharia têm sido empregados visando a melhorar a eficiência organizacional, a produtividade e a competitividade, contudo, essas mudanças envolvem a redução do número de funcionários e a sobrecarga para os trabalhadores remanescentes. O objetivo deste estudo foi o de avaliar o impacto de duas estratégias de organização do trabalho quanto aos níveis de percepção de esforço e dor relatados pelos funcionários de um setor industrial submetido à reorganização. Para tanto, fizeram parte deste estudo 25 funcionárias que trabalhavam em uma empresa multinacional. As participantes foram avaliadas quanto aos níveis de percepção de esforço, por meio da Ratings of Perceived Exertion (RPE), e de dor, por meio da Escala Visual Analógica (EVA), em dois contextos organizacionais: 1 - o trabalho era desenvolvido por apenas três trabalhadoras em cada célula de trabalho; e 2 - este mesmo trabalho era realizado por quatro trabalhadoras. Constatou-se diferença nos níveis de percepção de esforço entre as estratégias tanto no início quanto no final dos turnos e diferença nos níveis de percepção de dor entre as estratégias somente no início dos turnos. Sugere-se que a RPE é uma ferramenta sensível para diferenciar níveis de percepção de esforço ao longo do dia trabalhado e entre as demandas de trabalho diversas, reforçando a importância da utilização de escalas psicofísicas em contextos ocupacionais. Sugere-se, também, que atenção deve ser dada à saúde dos trabalhadores para evitar os efeitos negativos do downsizing quando processos de produção são alterados sem considerar o impacto das novas medidas sobre a capacidade funcional dos envolvidos.

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