Estudos de Nietzsche https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche <span>A revista Estudos Nietzsche é uma publicação semestral do Grupo de Trabalho Nietzsche (GT-Nietzsche), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), em parceria com a PUCPR. Sua proposta é levar a público artigos sobre o pensamento do filósofo alemão, traduções de textos inéditos, bem como apresentações (resenhas) de obras recentes relevantes sobre Nietzsche, ampliando o acervo de trabalhos disponíveis sobre o autor em português. Seu objetivo é tornar-se um ambiente de debate para pesquisadores especialistas da filosofia nietzscheana e, ao mesmo tempo, uma fonte para estudiosos interessados no pensamento do filósofo alemão.</span> pt-BR <p>O autor transfere, por meio de cessão, à EDITORA UNIVERSITÁRIA CHAMPAGNAT, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 76.659.820/0009-09, estabelecida na Rua Imaculada Conceição, n.º 1155, Prado Velho, CEP 80.215-901, na cidade de Curitiba/PR, os direitos abaixo especificados e se compromete a cumprir o que segue:</p><p> </p><ol><li>Os autores afirmam que a obra/material é de sua autoria e assumem integral responsabilidade diante de terceiros, quer de natureza moral ou patrimonial, em razão de seu conteúdo, declarando, desde já, que a obra/material a ser entregue é original e não infringe quaisquer direitos de propriedade intelectual de terceiros.</li><li>Os autores concordam em ceder de forma plena, total e definitiva os direitos patrimoniais da obra/material à EDITORA UNIVERSITÁRIA CHAMPAGNAT, a título gratuito e em caráter de exclusividade.</li><li>A CESSIONÁRIA empregará a obra/material da forma como melhor lhe convier, de forma impressa e/ou on line, inclusive no site do periódico da EDITORA UNIVERSITÁRIA CHAMPAGNAT, podendo utilizar, fruir e dispor do mesmo, no todo ou em parte, para:</li></ol><ul><li>Autorizar sua utilização por terceiros, como parte integrante de outras obras.</li><li>Editar, gravar e imprimir, quantas vezes forem necessárias.</li><li>Reproduzir em quantidades que julgar necessária, de forma tangível e intangível.</li><li>Adaptar, modificar, condensar, resumir, reduzir, compilar, ampliar, alterar, mixar com outros conteúdos, incluir imagens, gráficos, objetos digitais, infográficos e hyperlinks, ilustrar, diagramar, fracionar, atualizar e realizar quaisquer outras transformações, sendo necessária a participação ou autorização expressa dos autores.</li><li>Traduzir para qualquer idioma.</li><li>Incluir em fonograma ou produção audiovisual.</li><li>Distribuir.</li><li>Distribuir mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permite ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda e nos casos em que o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usuário.</li><li>Incluir e armazenar em banco de dados, físico, digital ou virtual, inclusive nuvem.</li><li>Comunicar direta e/ou indiretamente ao público.</li><li>Incluir em base de dados, arquivar em formato impresso, armazenar em computador, inclusive em sistema de nuvem, microfilmar e as demais formas de arquivamento do gênero;</li><li>Comercializar, divulgar, veicular, publicar etc.</li><li>Quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas. </li></ul><ol><li>Os autores concordam em conceder a cessão dos direitos da primeira publicação (ineditismo) à revista, licenciada sob a CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION LICENSE, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria.</li><li>Os autores autorizam a reprodução e a citação de seu trabalho em repositórios institucionais, página pessoal, trabalhos científicos, dentre outros, desde que a fonte seja citada.</li><li>A presente cessão é válida para todo o território nacional e para o exterior.</li><li>Este termo entra em vigor na data de sua assinatura e é firmado pelas partes em caráter irrevogável e irretratável, obrigando definitivamente as partes e seus sucessores a qualquer título.</li><li>O não aceite do artigo, pela EDITORA UNIVERSITÁRIA CHAMPAGNAT, tornará automaticamente sem efeito a presente declaração.</li></ol> pucpress@pucpr.br (Editora PUCPRESS) pucpress@pucpr.br (Editora PUCPRESS) Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 OJS 3.3.0.8 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22658 Antonio Edmilson Paschoal Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22658 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 O texto natural: sobre a tarefa nietzschiana de “retraduzir o homem de volta à natureza” https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22659 Este texto traz uma interpretação do aforismo 230 de Além de Bem e Mal, em que Nietzsche define sua tarefa como aquela de “retraduzir o homem de volta à natureza”. Tomamos a metáfora filológica como fio condutor em nossa investigação acerca das afirmações nietzschianas no sentido de recuperar o “eterno texto básico homo natura”, buscando traços da filologia cética desenvolvida por Nietzsche em sua juventude que permitam uma certa abordagem de sua tentativa madura de superação do discurso moderno sobre a natureza humana. Por fim, situamos brevemente os pontos programáticos de BM 230 em relação ao contexto geral da obra Além de Bem e Mal; em particular, tomamos o tratamento do tema da vontade de verdade e honestidade intelectual presentes em BM 230 como uma pista importante para compreensão do programa de “filosofia do futuro” anunciado em Além de Bem e Mal. Alice Medrado Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22659 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Sobre autoencenação e autogenealogia no Crepúsculo dos ídolos de Nietzsche https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22660 O artigo tem por objetivo analisar o sentido da autoencenação filosófica e da práxis autogenealógica no Crepúsculo dos ídolos de Nietzsche. Trata-se do procedimento filosófico – e simultaneamente autogenealógico – que consiste na mostração (autodeixis) de si mesmo, por meio de uma estratégia em que o filósofo transforma a si mesmo na figura de pensamento ‘Nietzsche’. À base desse procedimento está o conceito de distância entendido em dois horizontes: 1) como hierarquia conquistada por meio da abundância de vida, e que consiste em uma visão geral oriunda dessa abundância e que dá a possibilidade de se distanciar do seu próprio tempo e, a partir dessa posição distanciada, poder “auscultar ídolos”; 2) como diferenciação da diferenciação, um procedimento crítico consiste em reconhecer em sua própria diferença conceitos, filósofos, tradições filosóficas e culturas, para depois tomar distância e diferenciar a si mesmo em relação àquilo que foi diferenciado pelo próprio Nietzsche. Esses horizontes de distanciamento exercem a função de lente de aumento por meio da qual Nietzsche converte a si mesmo em instância argumentativa (autoencenação), quanto também compreende melhor a si mesmo (autogenealogia). Jorge Luiz Viesenteiner Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22660 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Da Grande Saúde. A Transvaloração Nietzschiana do Conceito de Saúde https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22661 Saúde e doença são categorias fundamentais no pensamento de Nietzsche. Elas premeiam toda a sua obra e intermedeiam muitas das suas teses principais. Mais que isso, aquilo a que Nietzsche chamou “grande saúde” parece desempenhar um papel decisivo na sua tarefa de superação do niilismo e reabilitação da cultura ocidental. O presente artigo pretende elucidar a noção nietzschiana de “grande saúde” a partir de uma análise conceptual daquilo a que chamamos a transvaloração nietzschiana do conceito de saúde. Analisaremos a noção nietzschiana no contraste com a definição oficial de saúde, operante não só na medicina, mas também em outras práticas terapêuticas, como as filosófico-morais da Antiguidade ou as religiosas, como o cristianismo. Sendo manifesta a prevalência e relevância do conceito no pensamento de Nietzsche, procuraremos ainda determinar o seu critério para a aferição de saúde ou doença na ausência de uma definição universal alternativa. Por último, avaliaremos o conteúdo conceptual específico da noção de “grande saúde”, no contraste e/ ou continuidade com a sua concepção de saúde. Marta Faustino Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22661 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Conhecimento e vida como processo de transfiguração produtor de sentido: Sobre razão poética, arte e perspectivismo em Nietzsche https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22662 A crítica da razão e do conhecimento formam um traço marcante e essencial da filosofia de Nietzsche, desde O nascimento da tragédia até as obras tardias. Pretendo debater a seguir, por um lado, as reflexões de Nietzsche sobre a razão. Eu atentarei especialmente às considerações sobre a razão, reveladoras e decisivas para a obra tardia, de Humano, demasiado humano, Aurora, e Gaia ciência, que lamentavelmente não encontraram atenção suficiente na Pesquisa-Nietzsche. O objetivo é destacar o traço poético fundamental da razão, seus aspectos psicológicos, culturais, seu aspecto servente à vida e, não menos importante, seu significado decisivo no processo de plasmação da vida. Entretanto, é indispensável para esse fim considerar a ideia nietzschiana de uma filosofia experimental e de uma vida experimental, e analisar a decisiva crítica e valoração da arte como transfiguração, ou seja, como processo criativo e inventor de sentido, e a arte como promotora da vida. Na sequência, esclarecerei o novo paradigma do conhecimento no fio condutor do corpo, a complexidade da vontade e a suportabilidade do perspectivismo, que caracterizam o pensamento de Nietzsche a partir de Assim falou Zaratustra. Pensar e viver podem ser interpretados, desde um cruzamento de razão, arte e vontade, como processo de transfiguração, isto é, como processo de interpretação, como processo de deslocamento de sentido e definição de valores. Diante desse cenário, pode-se evidenciar a intenção nietzschiana de definir critérios à edificação de uma cultura mais elevada e de dar uma resposta à questão do sentido da vida, levantada no decorrer de sua filosofia. Nicola Nicodemo Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22662 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Nietzsche e o “relativismo linguístico” no século XIX https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22663 No presente trabalho analisamos a possibilidade de assumir a hipótese segundo a qual haveria indícios da noção geral do “relativismo linguístico” no pensamento de Nietzsche. Essa atribuição do pensamento de Nietzsche ao “relativismo linguístico” implica discutir de maneira específica o conhecimento e os embates do filósofo no quadro de discussão dessa tradição alemã de estudos sobre a linguagem do qual Humboldt é um dos autores centrais. Num exercício de rastreamento de ocorrências de nomes dessa tradição e simplicidade interpretativa, mobilizamos dois argumentos específicos para tentar legitimar essas intuições: primeiro analisamos uma possível concepção de tradução de Nietzsche que parece ser um enquadramento às teses de Schleimacher e Humboldt e, segundo, analisamos algumas passagens de obras publicadas de Nietzsche nas quais a tese do “relativismo linguístico” é esboçada quase que categoricamente. Portanto, mais do que realizar uma análise comparativa entre o pensamento de Nietzsche e Humboldt e alguma demarcada influência, o esforço argumentativo que se segue é uma tentativa de colocar em pauta determinados aspectos mais pontuais no tratamento que Nietzsche confere ao tema da linguagem. Joseane Mara Prezotto, Rodrigo Francisco Barbosa Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22663 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 A Temporalidade da consciência e o problema da eficácia causal da vontade em Nietzsche https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22664 Quando Nietzsche, no aforismo 4 de “Os quatro grandes erros” do Crepúsculo dos ídolos, diz que a representação da causa de um fenômeno chega à consciência somente após uma “inversão do tempo”, ele retoma e aprofunda, em um novo contexto, uma tese que já estava presente em suas reflexões de juventude sobre os processos perceptivos. Apesar do aforismo em questão se referir sobretudo à projeção de causas das impressões sensíveis no mundo externo, sua tese de base serve como suporte para uma de suas muitas críticas à assim chamada “moral das intenções”. Neste caso, é a representação consciente da causa interna de uma ação, isto é, a representação do motivo, que deve ser vista como um construto posterior, que é imaginado após a iniciação do ato. Desse modo, Nietzsche se propõe a desconstruir a crença na eficácia causal daquilo que identificamos como nossa vontade. O presente artigo discute essas teses de Nietzsche acerca da temporalidade da consciência intencional no quadro de sua psicologia moral, traçando um paralelo entre suas considerações e alguns resultados recentes da neurociência. O objetivo é compreender em que sentido ainda é possível falar em “liberdade” (como o faz o próprio Nietzsche) após uma crítica tão contundente à crença na causalidade da vontade. William Mattioli Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22664 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Charles Feré, Sensation et mouvement. Etudes experimentales de psychomecanique. Paris: Felix Alcan, 1887 https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22665 Ernani Chaves Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22665 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Nietzsche: o humano como memória e como promessa https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22667 Wander Andrade de Paula Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22667 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200 Nietzsche e a arte de decifrar enigmas: treze conferências europeias https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22668 Ítalo Kiyomi Ishikawa Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22668 Sun, 23 Nov 2014 00:00:00 -0200