https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/issue/feed Estudos de Nietzsche 2020-05-22T18:15:11-03:00 Editora PUCPRESS pucpress@pucpr.br Open Journal Systems <span>A revista Estudos Nietzsche é uma publicação semestral do Grupo de Trabalho Nietzsche (GT-Nietzsche), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), em parceria com a PUCPR. Sua proposta é levar a público artigos sobre o pensamento do filósofo alemão, traduções de textos inéditos, bem como apresentações (resenhas) de obras recentes relevantes sobre Nietzsche, ampliando o acervo de trabalhos disponíveis sobre o autor em português. Seu objetivo é tornar-se um ambiente de debate para pesquisadores especialistas da filosofia nietzscheana e, ao mesmo tempo, uma fonte para estudiosos interessados no pensamento do filósofo alemão.</span> https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22658 Editorial 2017-12-07T13:50:15-02:00 Antonio Edmilson Paschoal antonio.paschoal@pucpr.br 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22659 O texto natural: sobre a tarefa nietzschiana de “retraduzir o homem de volta à natureza” 2020-05-22T18:15:11-03:00 Alice Medrado alicemedrado@yahoo.com.br Este texto traz uma interpretação do aforismo 230 de Além de Bem e Mal, em que Nietzsche define sua tarefa como aquela de “retraduzir o homem de volta à natureza”. Tomamos a metáfora filológica como fio condutor em nossa investigação acerca das afirmações nietzschianas no sentido de recuperar o “eterno texto básico homo natura”, buscando traços da filologia cética desenvolvida por Nietzsche em sua juventude que permitam uma certa abordagem de sua tentativa madura de superação do discurso moderno sobre a natureza humana. Por fim, situamos brevemente os pontos programáticos de BM 230 em relação ao contexto geral da obra Além de Bem e Mal; em particular, tomamos o tratamento do tema da vontade de verdade e honestidade intelectual presentes em BM 230 como uma pista importante para compreensão do programa de “filosofia do futuro” anunciado em Além de Bem e Mal. 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22660 Sobre autoencenação e autogenealogia no Crepúsculo dos ídolos de Nietzsche 2018-01-12T12:50:14-02:00 Jorge Luiz Viesenteiner jvies@uol.com.br O artigo tem por objetivo analisar o sentido da autoencenação filosófica e da práxis autogenealógica no Crepúsculo dos ídolos de Nietzsche. Trata-se do procedimento filosófico – e simultaneamente autogenealógico – que consiste na mostração (autodeixis) de si mesmo, por meio de uma estratégia em que o filósofo transforma a si mesmo na figura de pensamento ‘Nietzsche’. À base desse procedimento está o conceito de distância entendido em dois horizontes: 1) como hierarquia conquistada por meio da abundância de vida, e que consiste em uma visão geral oriunda dessa abundância e que dá a possibilidade de se distanciar do seu próprio tempo e, a partir dessa posição distanciada, poder “auscultar ídolos”; 2) como diferenciação da diferenciação, um procedimento crítico consiste em reconhecer em sua própria diferença conceitos, filósofos, tradições filosóficas e culturas, para depois tomar distância e diferenciar a si mesmo em relação àquilo que foi diferenciado pelo próprio Nietzsche. Esses horizontes de distanciamento exercem a função de lente de aumento por meio da qual Nietzsche converte a si mesmo em instância argumentativa (autoencenação), quanto também compreende melhor a si mesmo (autogenealogia). 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22661 Da Grande Saúde. A Transvaloração Nietzschiana do Conceito de Saúde 2017-12-07T13:50:15-02:00 Marta Faustino msffaustino@gmail.com Saúde e doença são categorias fundamentais no pensamento de Nietzsche. Elas premeiam toda a sua obra e intermedeiam muitas das suas teses principais. Mais que isso, aquilo a que Nietzsche chamou “grande saúde” parece desempenhar um papel decisivo na sua tarefa de superação do niilismo e reabilitação da cultura ocidental. O presente artigo pretende elucidar a noção nietzschiana de “grande saúde” a partir de uma análise conceptual daquilo a que chamamos a transvaloração nietzschiana do conceito de saúde. Analisaremos a noção nietzschiana no contraste com a definição oficial de saúde, operante não só na medicina, mas também em outras práticas terapêuticas, como as filosófico-morais da Antiguidade ou as religiosas, como o cristianismo. Sendo manifesta a prevalência e relevância do conceito no pensamento de Nietzsche, procuraremos ainda determinar o seu critério para a aferição de saúde ou doença na ausência de uma definição universal alternativa. Por último, avaliaremos o conteúdo conceptual específico da noção de “grande saúde”, no contraste e/ ou continuidade com a sua concepção de saúde. 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22662 Conhecimento e vida como processo de transfiguração produtor de sentido: Sobre razão poética, arte e perspectivismo em Nietzsche 2017-12-07T13:50:15-02:00 Nicola Nicodemo nicola.nicodemo@gmail.com A crítica da razão e do conhecimento formam um traço marcante e essencial da filosofia de Nietzsche, desde O nascimento da tragédia até as obras tardias. Pretendo debater a seguir, por um lado, as reflexões de Nietzsche sobre a razão. Eu atentarei especialmente às considerações sobre a razão, reveladoras e decisivas para a obra tardia, de Humano, demasiado humano, Aurora, e Gaia ciência, que lamentavelmente não encontraram atenção suficiente na Pesquisa-Nietzsche. O objetivo é destacar o traço poético fundamental da razão, seus aspectos psicológicos, culturais, seu aspecto servente à vida e, não menos importante, seu significado decisivo no processo de plasmação da vida. Entretanto, é indispensável para esse fim considerar a ideia nietzschiana de uma filosofia experimental e de uma vida experimental, e analisar a decisiva crítica e valoração da arte como transfiguração, ou seja, como processo criativo e inventor de sentido, e a arte como promotora da vida. Na sequência, esclarecerei o novo paradigma do conhecimento no fio condutor do corpo, a complexidade da vontade e a suportabilidade do perspectivismo, que caracterizam o pensamento de Nietzsche a partir de Assim falou Zaratustra. Pensar e viver podem ser interpretados, desde um cruzamento de razão, arte e vontade, como processo de transfiguração, isto é, como processo de interpretação, como processo de deslocamento de sentido e definição de valores. Diante desse cenário, pode-se evidenciar a intenção nietzschiana de definir critérios à edificação de uma cultura mais elevada e de dar uma resposta à questão do sentido da vida, levantada no decorrer de sua filosofia. 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22663 Nietzsche e o “relativismo linguístico” no século XIX 2017-12-07T13:50:15-02:00 Joseane Mara Prezotto joseane.prezotto@gmail.com Rodrigo Francisco Barbosa semcentro@gmail.com No presente trabalho analisamos a possibilidade de assumir a hipótese segundo a qual haveria indícios da noção geral do “relativismo linguístico” no pensamento de Nietzsche. Essa atribuição do pensamento de Nietzsche ao “relativismo linguístico” implica discutir de maneira específica o conhecimento e os embates do filósofo no quadro de discussão dessa tradição alemã de estudos sobre a linguagem do qual Humboldt é um dos autores centrais. Num exercício de rastreamento de ocorrências de nomes dessa tradição e simplicidade interpretativa, mobilizamos dois argumentos específicos para tentar legitimar essas intuições: primeiro analisamos uma possível concepção de tradução de Nietzsche que parece ser um enquadramento às teses de Schleimacher e Humboldt e, segundo, analisamos algumas passagens de obras publicadas de Nietzsche nas quais a tese do “relativismo linguístico” é esboçada quase que categoricamente. Portanto, mais do que realizar uma análise comparativa entre o pensamento de Nietzsche e Humboldt e alguma demarcada influência, o esforço argumentativo que se segue é uma tentativa de colocar em pauta determinados aspectos mais pontuais no tratamento que Nietzsche confere ao tema da linguagem. 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22664 A Temporalidade da consciência e o problema da eficácia causal da vontade em Nietzsche 2017-12-07T13:50:15-02:00 William Mattioli william.mattioli@gmail.com Quando Nietzsche, no aforismo 4 de “Os quatro grandes erros” do Crepúsculo dos ídolos, diz que a representação da causa de um fenômeno chega à consciência somente após uma “inversão do tempo”, ele retoma e aprofunda, em um novo contexto, uma tese que já estava presente em suas reflexões de juventude sobre os processos perceptivos. Apesar do aforismo em questão se referir sobretudo à projeção de causas das impressões sensíveis no mundo externo, sua tese de base serve como suporte para uma de suas muitas críticas à assim chamada “moral das intenções”. Neste caso, é a representação consciente da causa interna de uma ação, isto é, a representação do motivo, que deve ser vista como um construto posterior, que é imaginado após a iniciação do ato. Desse modo, Nietzsche se propõe a desconstruir a crença na eficácia causal daquilo que identificamos como nossa vontade. O presente artigo discute essas teses de Nietzsche acerca da temporalidade da consciência intencional no quadro de sua psicologia moral, traçando um paralelo entre suas considerações e alguns resultados recentes da neurociência. O objetivo é compreender em que sentido ainda é possível falar em “liberdade” (como o faz o próprio Nietzsche) após uma crítica tão contundente à crença na causalidade da vontade. 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22665 Charles Feré, Sensation et mouvement. Etudes experimentales de psychomecanique. Paris: Felix Alcan, 1887 2017-12-07T13:50:15-02:00 Ernani Chaves ernanic@ufpa.br 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22667 Nietzsche: o humano como memória e como promessa 2017-12-07T13:50:15-02:00 Wander Andrade de Paula wanderdepaula@gmail.com 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat https://periodicos.pucpr.br/estudosNietzsche/article/view/22668 Nietzsche e a arte de decifrar enigmas: treze conferências europeias 2017-12-07T13:50:15-02:00 Ítalo Kiyomi Ishikawa prof.italo@yahoo.fr 2014-11-23T00:00:00-02:00 Copyright (c) 2017 Editora Universitária Champagnat