A aplicação da análise econômica do direito na tributação ecológica
eficiência econômica e justiça social na formulação de políticas ambientais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.7213/rev.dir.econ.soc.v17i2.33531Palavras-chave:
tributação ecológica; incentivos fiscais; sustentabilidade; equidade; Análise Econômica do Direito.Resumo
Diante da crescente degradação ambiental, tem-se buscado alternativas capazes de promover o desenvolvimento e estimular a proteção ambiental. Nesse contexto, surge a tributação ecológica como um instrumento indutor de comportamentos sustentáveis, e capaz de corrigir falhas de mercado. Tendo em vista os impactos econômicos e sociais da implementação de uma política ambiental, como a tributação ecológica questionou-se: como a Análise Econômica do Direito (AED) pode fundamentar e aprimorar a estruturação e implementação da tributação ecológica, assegurando que ela não apenas atinja seus objetivos ambientais, mas também seja economicamente eficiente e equitativa? Ao integrar critérios de eficiência econômica e equidade distributiva, a AED permite avaliar a racionalidade das normas tributárias ambientais e orientar sua formulação a partir da mensuração de custos sociais e da modelagem de condutas. Nessa perspectiva, este estudo teve por objetivo analisar como a AED pode ser aplicada na formulação e implementação da tributação ecológica, de modo a promover políticas ambientais que sejam tanto economicamente eficientes quanto socialmente justas no Brasil. Desta feita, a fim de alcançar os objetivos propostos, sugere-se uma pesquisa pura, exploratória, com abordagem qualitativa, método dedutivo, procedimento bibliográfico e documental. Concluiu-se que a tributação ecológica, estruturada sob a ótica da AED potencializa a função extrafiscal dos tributos, ampliando sua capacidade de promover sustentabilidade, inclusão e eficiência alocativa, representando, assim, uma estratégia promissora para enfrentar os desafios ambientais e sociais no Brasil.
Downloads
Referências
BAUMOL, William J.; OATES, Wallace E. The theory of environmental policy. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1988.
BOFF, Leonardo. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.
BOFF, Leonardo. Ethos mundial: um consenso mínimo entre os humanos. 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2009.
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela Terra. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2017.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito público do ambiente. 1. ed. Coimbra: Faculdade de Direito de Coimbra, 1995.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional ambiental português: tentativa de compreensão de 30 anos das gerações ambientais no direito constitucional português. In: LEITE, José Rubens Morato; CANOTILHO, José Joaquim Gomes (org.). Direito constitucional ambiental brasileiro. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. O princípio da sustentabilidade: princípio estruturante do Direito Constitucional. Revista de Estudos Politécnicos, [s.l.] v. 8, n. 13, 2010. Disponível em: https://scielo.pt/pdf/tek/n13/n13a02.pdf. Acesso em: 25 mar. 2025.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes.; LEITE, José Rubens Morato Leite. Direito constitucional ambiental brasileiro. 6. ed. São Paulo: SRV Editora, 2015.
CALABRESI, Guido. The pointlessness of Pareto: carrying Coase further. The Yale Law Journal, v. 100, n. 5, p. 1211-1237, 1991.
COASE, Ronald Harry. The problem of social cost. Journal of Law and Economics, v. 3, p. 1-44, 1960.
COSTA, Regina Helena. Apontamentos sobre a tributação ambiental no Brasil. In: TORRES, Heleno Taveira. Direito tributário ambiental. 1. ed. São Paulo: Malheiros, 2005.
CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Trad. Magda Lopes; consultoria. Supervisão e revisão técnica desta edição Dirceu da Silva. - 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
GOULDER, Lawrence H. Environmental taxation and the double dividend: a reader’s guide. International Tax and Public Finance, v. 2, n. 2, p. 157-183, 1995.
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
HANSEN, James. Storms of my grandchildren: the truth about the coming climate catastrophe and our last chance to save humanity. 1. ed. New York: Bloomsbury, 2009.
IBGE. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
IPEA. Transição energética e justiça distributiva no Brasil. Brasília: IPEA, 2022
KAPLOW, Louis; SHAVELL, Steven. Fairness versus welfare. 1. ed. Cambridge: Harvard University Press, 2002.
KENNEDY, Duncan. Law and Economics from the Perspective of Critical Legal Studies. In: NEWMAN, Peter (ed.). The New Palgrave Dictionary of Economics and the Law. v. 2. New York: Macmillan Reference Limited, 1998. p. 465-469.
LEFF, Enrique. Racionalidade ambiental: a reapropriação social da natureza. Tradução de Luiz Carlos Cabral. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamento da Metodologia Cientifica. 9 ed. São Paulo: Atlas 2021.
OCDE. Environmental Fiscal Reform: Progress, Prospects and Pitfalls. Paris: OECD Publishing, 2017.
OCDE. Taxing Energy Use for Sustainable Development: Opportunities for Energy Tax and Subsidy Reform in Selected Developing and Emerging Economies. Paris: OECD Publishing, 2021.
ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Environmental taxation and inequality. 1. ed. Paris: OECD Publishing, 2017.
PARRY, Ian; VEUNG, Chandara; HEINE, Dirk. How much carbon pricing is in countries’ own interests? The critical role of co-benefits. IMF Working Paper, Washington, DC, n. WP/17/174, 2017.
PEARCE, David W. The role of carbon taxes in adjusting to global warming. The Economic Journal, Oxford, v. 101, n. 407, p. 938-948, jul. 1991.
PIGOU, Arthur Cecil. The economics of welfare. 4. ed. London: Macmillan, 1932.
PORTO, Antonio José Maristello Porto; DINIZ, Erick Sobral; FRANCO, Paulo Fernando de Melo. Entre o desenvolvimento econômico e a regulação ambiental: participação popular, livre iniciativa e custos do licenciamento ambiental. Revista de Direito Econômico e Socioambiental, Curitiba, v. 15, n. 2, p. e259, 2024. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/direitoeconomico/article/view/28591. Acesso em: 25 set. 2025.
POSNER, Richard. Economic analysis of law. 1. ed. Boston: Little, Brown and Company, 1973.
POTERBA, James M. Is the gasoline tax regressive? Tax Policy and the Economy, v. 5, p. 145-164, 1991.
RAWLS, John. A theory of justice. 1. ed. Cambridge: Harvard University Press, 1971.
SEN, Amartya. The idea of justice. 1. ed. Cambridge: Harvard University Press, 2009.
SEN, Amartya. A ideia de justiça. Tradução Denise Bottmann e Ricardo Doninelli Mendes. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
STERN, Nicholas. Stern review on the economics of climate change. 1. ed. London: HM Treasury, 2006.
STERNER, Thomas. (ed.). Fuel taxes and the poor: the distributional effects of gasoline taxation and their implications for climate policy. 1. ed. Washington, DC: RFF Press, 2012.
STIGLITZ, Joseph E. People, Power, and Profits: Progressive Capitalism for an Age of Discontent. New York: W. W. Norton & Company, 2019.
SUNSTEIN, Cass R.; THALER, Richard H. Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness. New Haven: Yale University Press, 2008.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Geovânia Silva de Sousa, Adive Cardoso Ferreira Júnior

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


















