Avaliação como instrumento e processo formativo na educação soviética (1917-1931)
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.089.DS09Palavras-chave:
Educação soviética, Escola Única do Trabalho, AvaliaçãoResumo
O presente artigo analisa a concepção e a organização do processo avaliativo na educação soviética entre 1917 e 1931, particularmente a experiência da Escola Única do Trabalho. O problema central consiste em compreender de que modo a avaliação escolar foi aplicada no contexto da Revolução Russa, rompendo com o modelo tradicional de caráter classificatório e distinguindo-se de tradicionais formas instrumentalizadas. A metodologia adotada baseia-se na análise histórico-documental, a partir da análise de obras de autores(as) soviéticos(as), como Krupskaya, Pistrak e Shulgin, bem como de documentos oficiais do Comissariado do Povo para a Instrução Pública (NarKomPros). Como principal resultado, o estudo evidencia que a avaliação, na Escola Única do Trabalho, foi concebida como parte orgânica do processo formativo e da organização coletiva da vida escolar, articulando ensino, trabalho e autogestão. Essa concepção atribuiu à avaliação um caráter político e emancipatório, contrapondo-se tanto à avaliação tradicional, centrada na seleção e hierarquização dos estudantes, quanto às práticas avaliativas contemporâneas orientadas por sistemas de ranqueamento e controle educacional.
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