Corporeidade como eixo estruturante

caminhos para a consolidação dos direitos de aprendizagem propostos pela BNCC

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.089.AO07

Palavras-chave:

Educação Infantil, Corporeidade, Aprendizagem , Campos de experiência, Eixo estruturante

Resumo

A Educação Infantil, etapa inicial da Educação Básica, organiza-se a partir da brincadeira e das interações, considerados eixos estruturantes, seguindo as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No entanto, a experiência corporal das crianças ainda é frequentemente abordada de forma limitada, centrada apenas em atividades práticas ou disciplinares. Este artigo constitui um recorte analítico da tese “Corporeidade como fenômeno, sentido e expressão do corpo”, cujo objetivo do estudo foi analisar como a corporeidade contribui para a garantia dos direitos de aprendizagem das crianças e para sua efetivação como eixo estruturante da Educação Infantil, à luz das orientações da BNCC. Este recorte centra-se na categoria “A criança corpórea como sujeito de experiência”, construída por meio da Análise de Conteúdo e que emergiu das entrevistas semiestruturadas e das observações registradas em diário de campo. A pesquisa seguiu abordagem qualitativa, com corpus empírico produzido a partir de observações durante aulas de Educação Física em cinco escolas de Porto Alegre e uma de Viamão, envolvendo cinco professores de Educação Física e 69 crianças. Os resultados evidenciaram que as manifestações corporais das crianças expressam aprendizagens, modos de ser e formas de habitar o mundo, sendo profundamente influenciadas pelo olhar do docente. Conclui-se que deslocar a perspectiva do corpo de mero instrumento para fundamento do aprender constitui condição para que ele seja reconhecido como um eixo estruturante, valorizando a infância como experiência, linguagem e produção de conhecimento.

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Traduções deste artigo

Biografia do Autor

Rubiane Severo Oliva, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em Ciências Aplicadas a Atividade Física pela Universidade de Córdoba (UCO/Espanha). Especialista em Ciências da Saúde e do Esporte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Questões Sociais na Escola, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Infância(s) e Educação Infantil (NEPIEI). Membro e colaboradora do Laboratório das Infâncias - PUCRS (LabInf). Atualmente é professora de Educação Física do Colégio Marista Rosário. Desenvolve estudos nas temáticas sobre as infâncias, crianças, estudos sobre o corpo e a corporeidade na perspectiva fenomenológica.

Andréia Mendes dos Santos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Professora Adjunta da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul junto a Escola de Humanidades, nos Programas de Pós Graduação em Educação (PPGEDU) e Sociologia e Ciências Políticas (PPGSCP), assim como na Graduação em Pedagogia e demais Licenciaturas e, na Escola de Ciências da Saúde e da Vida, no Curso de Graduação em Psicologia. Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Infância(s) e Educação Infantil (Nepiei) e dos Grupos de Pesquisa "Questões Sociais na Escola" e "Psicologia e Educação". Coordenadora do Laboratório das Infâncias LabInf. Coordenadora dos Cursos Latu Senso "Educação Inclusiva e Atendimento Educacional Especializado"; "Neurociências, Educação e Desenvolvimento Infantil" e "Psicologia Escolar e Educacional". Editora da Revista Educação. Bolsista Produtividade CNPq (nível 2, 2024 -2027). Representante da PUCRS no Comitê de Infâncias da Rede Marista. Psicóloga, Mestre e Doutora em Serviço Social (PUCRS). Desenvolve estudos nas temáticas de infâncias, psicologia e educação, desenvolvimento infantil e escola.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Oliva, R. S., & Santos, A. M. dos. (2026). Corporeidade como eixo estruturante: caminhos para a consolidação dos direitos de aprendizagem propostos pela BNCC. Revista Diálogo Educacional, 26(89), 1164–1179. https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.089.AO07