Lesão lombar em ovino
DOI:
https://doi.org/10.7213/acad.2026.2422Resumo
RESUMO: As lesões lombares em ruminantes possuem grande relevância clínica e produtiva, uma vez que frequentemente passam despercebidas e geram impacto significativo no bem-estar, no comportamento e no desempenho zootécnico dos animais. Esses quadros podem ter diversas origens, variando de contusões e distensões musculares até fraturas vertebrais, luxações e abscessos epidurais, que levam a sinais como dor, relutância ao movimento, ataxia e paresia. O presente trabalho descreve o caso de um ovino, com cerca de um mês de idade, atendido com paresia dos membros pélvicos e piora progressiva da locomoção. Ao exame físico, observou-se paralisia dos membros posteriores, dor em região lombar e sensibilidade preservada de cauda e períneo. O exame radiográfico revelou fratura de L6, fragmento ósseo deslocado próximo ao canal vertebral e instabilidade entre L5-6 e L7-S1. O tratamento escolhido foi conservativo, envolvendo dexametasona para controle de edema e inflamação, vitamina B1 como suporte à regeneração nervosa, antibioticoterapia profilática devido ao risco de osteomielite e suporte físico com suspensão por cinta. Após 5 dias o animal apresentou apoio dos membros, e com 19 dias já se levantava sem auxílio, recebendo alta após 35 dias, completamente funcional. O caso demonstra que, embora a eutanásia seja uma prática comum em animais de produção com fraturas vertebrais, o tratamento conservativo pode ser uma alternativa viável em animais jovens e de baixo peso, desde que haja condições de manejo adequadas. A associação entre repouso, fisioterapia e suporte medicamentoso permite recuperação neurológica e qualidade de vida satisfatória